quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Batismo

Batismo do Wagner e da Dani

Ministração antes do Batismo

" Eis que tudo se fez novo.....novas criaturas geradas da 
vontade de Deus".

Deus é fiel!!!

sexta-feira, 5 de outubro de 2012



A TEORIA DA TRAVE.

TEORIA DA TRAVE!!!
Graça e paz a todos!
Nesta matéria quero levantar um assunto ao qual intitulei  “ teoria da trave”, e está dentro dos assuntos necessários para a Igreja de nosso dias. O assunto em questão está baseado em Lucas 6:37-49 onde Jesus trata dos conceitos humanos com relação aos pecados alheios( dos outros ). O tão popularmente conhecido “apontar de dedo” é completamente pulverizado pelo Mestre com a pergunta feita no verso 41 “Por que vês o argueiro ( argueiro=cisco ) no olho de teu irmão, e não reparas na trave (trave=tronco de árvore) que está no teu próprio olho?”
Sendo Senhor e conhecedor do coração humano (Jeremias 17:10; Salmo 139 ), Jesus coloca por terra o conceito de justiça humana. Salomão também observou esse comportamento em sua época e expressou-se da seguinte forma: “Pois não há homem justo sobre a terra, que faça o bem, e nunca peque ( Eclesiastes 7:20 ). Isaías por sua vez nos deixou também o seu conceito com relação a justiça humana no capítulo 64 e no verso 6 do livro que leva o seu nome: “Pois todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como o vento, nos arrebatam”. ( Isaías 64:6 )
A verdade que custamos a aceitar é que,  se têm uma coisa que gostamos de fazer, essa coisa chama-se: JULGAR AS PESSOAS. Em qualquer conversa, sobre qualquer assunto, é muito fácil ver irmãos vestindo a “Toga” de juiz e, na maioria das vezes, sentenciando alguém ao fogo eterno, e sem misericórdia. Desconsideram as palavras do apóstolo Pedro no que diz respeito a vontade de Deus em sua criação: “Ele é longânime para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” ( 2ª Pedro 3:9 ).
Alguns poderão se levantar ofendidos dizendo que a Bíblia nos manda exortar aos irmãos que se encontram em pecado. Podem até mesmo usar textos como Hebreus 3:13 “antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado”. Eu concordo em número, grau e gênero com essa palavra; porém, não podemos confundir  “exortar” com “julgar”. Temos o dever de exortar, mas não temos o direito de julgar. A exortação é motivada pela esperança de que aquele que está sendo exortado volte ao caminho da verdade; mas o julgamento é motivado pelo desejo de condenação, e frequentemente acompanhado de palavra do tipo: “ Esse aí não tem mais jeito”, “ não adianta”; e de sentimentos semelhantes aos da parábola do fariseu e o publicano ( Lucas 18:9-14 ).
Quando julgamos os outros corremos o risco de sermos julgados por Deus com a mesma medida e com a mesma intensidade. Imagine se Deus, olhando para todas as nossas mazelas e imperfeições, pusesse  de lado a palavra “misericórdia”! O que seria de nós? Certamente seríamos consumidos como está em Lamentações 3:22.
Geralmente somos bons advogados das nossas próprias causas, mas a Bíblia diz em Provérbios 16:2 que “Todos os caminhos do homem são limpos aos seus olhos; mas o Senhor pesa os espíritos”.
Temos que desenvolver um senso de julgamento que nos faça olhar primeiro para nós mesmos para assim podermos ajudar aos que estão fracos na fé, usando legitimamente do direito de julgar que Jesus nos deu no texto de João 7:24  “Não julgueis pela aparência mas julgai segundo o reto juízo”.
Isso significa que quanto mais buscarmos a santificação em Cristo Jesus através das Escrituras Sagradas, melhor será o conceito de justiça em nossas exortações e ações, trazendo uma visão mais ampla e de melhor proveito para edificação dos santos.
Então, quando pensarmos em julgar alguém ou alguma situação, devemos primeiramente olhar para nós mesmos e ver se temos condição de dar opinião, ou de aconselhar, ou de indicar o melhor caminho; pois Jesus nos ensinou dentro do contexto geral da “teoria da trave”, que UM CEGO NÃO TEM CONDIÇÕES DE GUIAR OUTRO CEGO!
Pr. Francis Vieira
IEAMU – CORDEIROS/Bahia